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junho 05, 2007
VIDAS DESESPERADAS
Uma mulher decidiu há dias meter termo há sua vida e há da sua filha deficiente profunda: Parece que a senhora voou 100 metros sem bombas à cintura e em silencio de modo a não incomodar ninguém. Imagino que pretendesse pôr termino ao seu sofrimento. Imagino que não encontrou, nem lhe foi oferecida alternativa para si e para a sua filha.
É provavelmente pouco importante referir que a filha deficiente profunda tinha 29 anos é , talvez pouco importante imaginarmos 29 anos de sofrimento e desespero para aquela mãe que também deveria ter tido direito a viver.
Acreditando no que vinha escrito no jornal onde a noticia vinha estampada ao jeito de um mero relato de um qualquer acontecimento banal, salientava-se como algo a ter em consideração a ajuda psicológica oferecida há família das defuntas.
Penso que não valerá a pena dizer mais nada, ou talvez valha a pena recomendar uns minutos de reflexão a respeito do desprezo com que o estado e a própria sociedade acompanha os mais desfavorecidos deste país.
Penso que os nossos impostos deveriam servir para proteger e ajudar estes casos desesperados, afinal as mães, os pais e os filhos dos deficientes e os próprios deficientes deveriam ter direito a muito, muito mais. Temos centenas ou milhares de homens espalhados por este mundo a gastar milhares e milhares de contos em missões humanitárias e não temos capacidade para olhar para os milhares de famílias que vivem por cá totalmente desamparadas e sem qualquer tipo de auxilio.
Publicado por Frogas às junho 5, 2007 07:43 PM
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Comentários
aqui parece que todo chega tarde.
ajuda? agora de nada serve!
apoios? agora?
mas vamos a casos prácticos:
no NorteShopping se levares um sem-abrigo a jantar tens logo um senhor fardado a fazer de mau!
na recolha para o Banco Alimentar contra a Fome, vês muita gente a comprar CD, roupa, TV´s e afins e nem uma lata de feijão compram para a recolha...
isto tem que se ver como se vê (agora) a questão ambiental: começa nas nossas casa e termina no Governo!
talvez assim alguma coisa melhore!
Jinhos ;*
Publicado por: mnica ;* às junho 6, 2007 11:49 AM
Parece que a competitividade que nos tem vindo a ser incutida nos fez esquecer que não estamos sozinhos neste mundo . quanto aos senhores fardados de que falas e que servem de repelente para a pobreza incomoda não passam de um espelho das vontades da esmagadora maioria da população remediada . A presença de pobres velhos doentes e deficientes não favorece o clima de tranquilidade necessária a quem se propõe gastar dinheiro despreocupadamente
Publicado por: frogas às junho 6, 2007 05:52 PM
Competitividade incutida? As pessoas não ajudam porque são más. Não venhas agora dizer-me que é porque lhes ensinaram a ser más. Quem gosta de ajudar ajuda, venham senhores de farda ou em tanga cor-de-rosa...
Publicado por: cachucho às junho 6, 2007 08:42 PM
Cachucho não te tenho como sendo um gajo mau, mas aposto que já passaste por muita situação delicada sem ter tempo ou vontade para te disponibilizares para ajudar . Eu sei que nos teus e nos meus casos existem sempre boas desculpas, a diferença é que eu não vejo o problema a preto e branco ,eu acredito que a minha indiferença tem muitas e por vezes boas causas, tal como tu , eu penso também não ser mau, ás vezes não tenho é tempo ou vontade. Ás vezes não posso perder qualquer coisa, ás vezes não me apetece ver o mundo como ele é . Sabes Cachucho eu tenho a certeza de não ser mau mas também tenho a certeza que já existiram muitas vezes em que eu poderia e deveria não ter sido indiferente
Publicado por: frogas às junho 6, 2007 10:39 PM
Eu só queria contrariar a tua afirmação que dava a entender que as pessoas ignoravam estes casos porque eram incutidas a isso.
Publicado por: cachucho às junho 7, 2007 04:40 AM
e são .não com uma injecção atrás da orelha mas por um sem fim de problemas da vida
Publicado por: frogas às junho 8, 2007 01:27 AM