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julho 20, 2007

MOTARDS

Ele há coisas que eu não consigo entender. Os gajos compram motas, passam a vida a apregoar filosofias da liberdade e de uma certa rebeldia. Falam de motas, do mesmo modo que eu gostaria de pensar sempre em gajas( para quem não entendeu é com tesão que eles falam das suas queridas) . Falam-nos do prazer de sentir o vento na cara. Falam-nos do prazer da velocidade ou somente dos longos passeios solitários. Explicam-nos esses gajos, o que é estar realmente em comunhão com a natureza. Depois, quando se dá por eles e, pelo espírito libertador, lá estão todos a rolar pelas estradas em rebanho , em direcção a Faro .

Depois , quando estão parados( numa qualquer concentração) babam-se por cima e por baixo com os milhares de queridas alheias, dedicam-se como qualquer criança crescida aos concursos do mostrar que a minha é melhor que a tua( uma espécie do tamanho conta só para motares) depois, metem as criiiiiiiiiiiidas a dar longos e repetidos peidos( nunca consegui sentir a parte filosófica desta questão barulhenta e mal cheirosa).Por fim, já alimentada a inveja alheia, voltinhas e cavalinhos demonstrativos da sua arte de bem saber montar uma fêmea rebelde musculada bruta e fumegante( os gajos gostam delas brutas e com musculo) .
Na volta da divina concentração, cansados de tanta liberdade e, prazeres filosóficos para não dizer sexuais, abeiram-se da rapaziada e voltam a tentar explicar e fazer sentir as coisas lindas que viveram.

Publicado por Frogas às julho 20, 2007 08:23 PM

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Comentários

não consigo comentar o teu post, tem demasiada poesia,também é um mundo que me é completamente estranho,mas que não deixa de ter piada.Viva Faro

Publicado por: roxyromeo às julho 20, 2007 09:58 PM

Poesia? Não entendo o porquê .
Conheces tão bem ou melhor do que eu o discurso da maior parte da malta das motas. Também é claro ,que nada tenho contra Faro, nem contra a malta que gosta daquilo a que chamam concentrações ( não acho piada mas isso é uma questão pessoal) Contra os grupos de malta que andam na estrada de um certo modo, já tenho , entre um enorme grupo de motas em passeio lento, ou um comboio de camiões , não existe para mim grande diferença , ou talvez exista no facto de uns se estares a portar mal no trabalho , enquanto que os outros, se divertem de um modo prejudicial para os restantes utentes das estradas .

Não consigo compreender e penso que me estão a contar a canção do bandido, quando, se apregoa uma filosofia e se faz o oposto . Também aqui a coisa se poderá aplicar a outras áreas da nossa vida em sociedade e, tal como noutras áreas também tenho o direito de achar que existem incompatibilidades entre o discurso e a acção.( direito de opinião apenas e só)
Penso que também tenho o direito, sem me querer armar em poeta, de achar estranho o relacionamento entre um ser humano e um objecto( dos maníacos dos carros digo o mesmo e com as mesmas convicções).
Eu apenas me limito a divulgar o que penso a respeito desta temática, não pretendo dizer que estou mais ou menos certo que outros, limito-me a dizer que a bota , na minha opinião, não bate com a perdigota

Publicado por: frogas às julho 22, 2007 10:35 PM

Foi só uma piada da minha parte,estava a brincar contigo,como sabes o motociclismo faz parte da minha
vida desde a infância e já lá vão muitos anos,é claro que estou de acordo em parte com a tua análise.
Compreendo perfeitamente o tipo que fica mais excitado ao ver um chopper americano que uma gaja boa,no meu caso ela tem que ser muito boa.Agora em relação ao resto das tribos motociclistas,cada um é como cada qual,desde que não chateie o próximo.
BORN TO BE WILD

Publicado por: roxyromeo às julho 22, 2007 11:19 PM

pergunto: a gaja ou a mota ?

Talvez por eu ser um gajo com paixões diferentes tenha dificuldade em compreender certos relacionamentos com os objectos . Olho para uma mota ou um carro e gosto ou não gosto, quase do mesmo modo que olho para um quadro ou uma obra de arquitectura . Se não gosto acaba ali a historia, se gosto também não fico a sonhar com a coisa durante muito tempo . Com as pessoas com as conversas com certos temas tenho outro tipo de envolvimento. Para mim, um fiat uno ao qual eu dê á chave e ande , vale quase tanto, como um Ferrari Uma pessoa com princípios mais ou menos idênticos aos meus vale muito mais para mim do que uma outra que não se enquadre dentro dos meus parâmetros . Claro que eu gosto mais das linhas do Ferrari do que das do uno, mas podes acreditar que não fico 5 minutos a olhar para um . Com as pessoas e com o que elas pensão é diferente, sabes que sou bem capaz de passar horas a discutir a respeito de uma casca de batata, no entanto sou incapaz de perder um minuto a falar de motores ou de jantes que não tragam nada de novo para aquilo que eu considero importante na vida .

Talvez por gostar tanto de ouvir e de falar com as pessoas é que por vezes lhes encontro certas contradições entre o que dizem ser as suas convicções e o que na realidade metem em pratica .

Já te conheço há tempo suficiente para me aperceber de quando queres conversa ou quando te decides a defender uma ideia com unhas e dentes .
Neste caso, se não fosse apenas conversa, teria de ter lido no mínimo mais meia dúzia de linhas repletas das tuas convicções


Publicado por: frogas às julho 23, 2007 12:23 AM

A gaja claro,mas isto só um verdadeiro motociclista é que consegue compreender,podia ficar aqui a noite toda a tentar transmitir-te a sensação e o prazer que é dar uma volta numa Harley ou mesmo só pô-la a trabalhar, não ia conseguir!Em relação á liberdade e á rebeldia é uma questão de valores e de principios do individuo ,não tem nada a ver com motos,conheço tipos que tem motos e que vão a concentrações e que são profundamente estupidos,se lhes começares a falar de liberdade e da rebeldia eles mandam-te logo para o .....e hoje infelizmente é a grande maioria .

Publicado por: roxyromeo às julho 23, 2007 01:14 AM

Como é evidente não reagimos todos do mesmo modo aos estímulos que nos são transmitidos .Eu não sinto o mesmo prazer ao visionar um filme do que o individuo que está ao meu lado a visionar o mesmíssimo filme, nem posso sentir o que tu sentes ao sentar o cu numa mota.
Ainda bem que assim é, ainda bem que reagimos de formas diferentes ás mesmíssimas coisas. Tudo verdade, mas se me falares do que sentes quando metes o cu numa mota eu consigo entender e comparar com sensações que eventualmente já tenha tido provocadas por situações diferentes. Posso não sentir o que tu sentes mas é possível que compreenda o que tu me estás a dizer que sentiste . Se eu te disser que adoro o mar e que não seria capaz de passar a vida sem sentir as sensações que ele me provoca, tu entendes o que eu te digo. Se eu te disser que o mar nunca me assustou tu também sabes que eu te estou a mentir. Do mesmo modo eu entendo o espírito da malta das motas e do mesmo modo lhes apanho as contradições

Como diz o povo : não é necessário ser galinha para saber quando é que os ovos estão estragados do mesmo modo não é necessário andar de mota para compreender que algumas coisas não são bem como alguns querem fazer parecer

é claro que depende da gaja é claro que sei que depende da gaja é claro que sei que com algumas até olhamos para o lado de modo a não as ver . mas nestas como noutras coisas corremos sempre o risco de não nos explicarmos convenientemente

Publicado por: frogas às julho 23, 2007 10:08 PM

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