« ESTOU DE VOLTA | Entrada | CRUZEIROS NO TEJO »

outubro 03, 2007

RELAÇÕES

Hoje, uma senhora que aparentava já ter uma idade avançada, largou a companhia da amiga que com ela passeava e, dirigiu-se ao filho da Celeste visivelmente emocionada, pedindo a este, que permitisse dar-lhe um beijinho.

Passada a surpresa inicial e trocadas as beijocas pedidas, diz a senhora o seguinte: eu sei que aquilo que o senhor faz com a sua mãe deveria ser o normal, mas o facto de os ver quase diariamente a passear de mão dada deu-me esta vontade de o vir felicitar.

Desprevenido e, longe de esperar tal comentário, o filho da Celeste ficou sem saber o que responder, deve eventualmente ter sorrido, provavelmente terá dito algo de que já não se recorda, até que uma outra voz lhe interrompeu o embaraço.

Eu conheço-o bem dizia em tom orgulhoso a velhota amiga da que primeiramente se abeirara do filho da celeste, ele trabalhou vários anos lá perto de mim.

Feitas as despedidas e, trocados os sorrisos que no momento se impunham, ambos os pares seguiram em direcções opostas. As velhotas continuaram a comentar aquilo que para elas parecia ser importante. A Celeste limitou-se a sorrir mais demoradamente do que o habitual até entrar de novo naquilo que hoje em dia é o seu mundo. O filho, o filho limitou-se a reforçar a ideia já muito antes adquirida,de que algo de muito errado se está a passar com as pessoas, nestes tempos que hoje se vivem.

Seria injusto da parte do filho não referir que as palavras das duas velhotas o fizeram sentir-se BEM.

Publicado por Frogas às outubro 3, 2007 10:17 PM

Trackback pings

TrackBack URL para esta entrada:
http://enresinados.weblog.com.pt/privado/tztracke.cgi/162160

Comentários

Comente




Recordar-me?