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novembro 07, 2007
QUANDO O IMPENSÁVEL ACONTECE
Este mail chegou à minha caixa de correio com o pedido de que fosse divulgado:
O que se passou, e poderão confirmar no Correio da Manhã online
foi o seguinte:
Lisboa: Estabelecimento nas Docas põe clientes na rua - Bar expulsa deficientes. Um grupo de pessoas com deficiência da Póvoa de Santa Iria foi obrigado a sair do bar Hawaii, na doca deSanto Amaro, em Lisboa, por alegada discriminação. O incidente ocorreu na madrugada do dia 12 e motivou intervenção policial.Os responsáveis do bar alegaram problemas técnicos para fechar o
estabelecimento, mas este viria a reabrir pouco depois de o grupo
sair. Só na presença da PSP é que o Livro de Reclamações foi
apresentado.O grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas
adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade
Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das
monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou. O grupo
chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora
divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, "interagiu com os outros
clientes". Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento
informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um
problema técnico, convidando-os a pagar e a sair.A monitora confessa ter achado estranho, pois os outros clientes não
estariam a ser avisados do mesmo problema. Decidiu permanecer. Minutos
depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo sai,
juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à
porta, de copo na mão. "Disseram-me que iria fechar e já não voltaria
a abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora",
disse ao Correio da Manhã.
RECLAMAÇÃO DIFÍCIL Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto.O que viu chocou-a: "Automaticamente as portas abriram-se e o bar
voltou a funcionar em pleno." A monitora voltou a aproximar-se do bar
para pedir o Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que "nem sequer
existia", apesar de uma referência à sua existência na porta do
estabelecimento. Chamou então a PSP e foram os agentes da esquadra do
Calvário que exigiram o Livro de Reclamações. Este foi novamente
recusado pelo funcionário do Hawaii, argumentando que o bar não havia
prestado qualquer tipo de serviço ao grupo. Maria João Aires não
pensou duas vezes. Sacou do comprovativo da despesa e mostrou-o: 75
euros, relativos a 29 bebidas consumidas. Só nessa altura o livro
surgiu. "Foi como um balde de água fria", diz Maria João, frisando
que a maior parte dos utentes da Cercipóvoa nem sequer tem
possibilidade de frequentar estabelecimentos do género com amigos e
familiares. No âmbito da colónia de férias, o mesmo grupo já foi ao
cinema, teatro, praia e piscina.•
Maria João Aires assegura que "não foram discriminados em mais nenhum
local". Contactada pelo CM, a responsável do turno do dia do Hawaii
escusou-se a comentar, remetendo qualquer esclarecimento para o
encarregado do turno da noite, que não esteve disponível. REGRAS E
MULTAS NORMAS As regras do bar Hawaii estão afixadas à porta do
estabelecimento, que abre às 12h00 e encerra às 04h00. O acesso só é
vedado a quem não manifestar intenção de utilizar os serviços
prestados, a quem se recuse a cumprir as normas de funcionamento
privativas do bar e a quem entrar em áreas de acesso reservado.QUEIXAS Também à porta, o estabelecimento avisa que o Hawaii dispõe de
Livro de Reclamações. Está escrito em português, inglês e francês.
Não podia deixar de partilhar a minha revolta por, no século XXI,
ainda acontecerem episódios lamentáveis destes.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=251666&idCanal=10
Como parto do principio de que tudo o que o que acabarem de ler corresponde ao que na realidade ocorreu, aconselho entusiasticamente os visitantes de tal estrumeira publica a que cagem, mijem e escarrem nos locais que vos parecerem mais adequados. (sanitas, mictórios e escarradeiras estão de todo desaconselhados para o efeito)
O frogas é apologista de que toda a merda deve ter cheiro.
Publicado por Frogas às novembro 7, 2007 07:23 PM
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