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outubro 08, 2008
NO MEIO DA CRISE...
... é de salientar a excelente gestão do BCE que tem enfrentado esta crise de maneira magistral, resistindo a pressões de pessoas e governos com muito menos conhecimentos do que o BCE e, conseguindo sempre manter o rigor que o caracteriza.
Sem grandes alaridos tem ajudado instituições na criação de liquidez e tem aumentado e descido a euribor de uma forma perspicaz e certeira.
Se ganhámos muita coisa com a europa unida, uma das grandes vitórias foi a criação deste banco central independente e alheio a pressões.
A segunda nota a salientar é a resistência de Portugal à crise, quando ainda há bem pouco tempo tínhamos um défice de 6,1%. Somos das poucas economias em que a banca tem resistido de forma notável, e em que economia ainda não entrou em recessão, não se prevendo (segundo o FMI) que tal venha a acontecer. Quando se fala que toda a Europa está a entrar em recessão e que a vizinha Espanha vai ter um aumento de 6% na sua taxa de desemprego, é de louvar a resistência (até ver) de uma pequeno país a uma crise mundial, amparada pelo que muitos dizem ser a melhor banca do mundo. E sim falo da banca portuguesa.
Publicado por cachucho às outubro 8, 2008 09:37 PM
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Comentários
Não tenho dúvidas de que os filhos de certos banqueiros partilharão das tuas ideias .
Publicado por: frogas às outubro 8, 2008 10:37 PM
A melhor banca do mundo? Acho que não era o pc que estava com problemas... :) nós somos tão insignificantes que o prejuizo financeiro não tem expressão. Mas esta crise ainda não acabou, agora vai começar a haver as falências porque até agora a banca, e falo em termos mundiais, aguentava muitos negócios e agora não há dinheiro para projectos que talvez venham a ser rentáveis. Acabou-se o crédito a empresas em dificudades
Publicado por: Sr. Mofo às outubro 9, 2008 01:22 AM
Se somos insignificantes, os bancos deveriam passar por dificuldades o ano todo. A questão é que ainda ontem li uma notícia em que num estudo internacional, metiam alguns bancos portugueses no top dos que menos riscos têm de falir.
Em relação às empresas , isso não é um problema de portugal. As empresas sempre precisaram da banca e o grande problema sempre foi a liquidez, mesmo quando não tínhamos esta crise. É claro que se existe uma perda de confiança entre bancos, os juros aumentam e os financiamentos ficam mais caros. Quanto a isso não há nada a fazer.
Publicado por: cachucho às outubro 9, 2008 08:32 PM